Gosto de vê-la zanzar com suas asas abertas os contornos do “S”. Esse de um sonhar simplicidades em espaços confusos e intrigantes. Esse q se perde nas letras de meus versos. Na multiplicidade a q se permite a conjunção de meus alfabetos ela é parte itinerante.
Sua natureza é feita do mel da inquieta abelha q encontra no pólen a sua intimidade mais esvoaçante.
Quem a ensinou a voar certamente conhece o segredo dos peixinhos do mar. Sabe o q é navegar em terras de tantas línguas estrangeiras. Sabe do perambular dos pensamentos. Das distâncias e da mesma maneira q passeia, sem pé nem cabeça, apenas para ouvir, por entre arbustos silvestres, o som q a tarde faz qdo se esvai no toque de agudos minuanos, a farfalhar folhas de perfumados ciprestes no aproximar dos outonos.
Ao vê-la brindo a vida. Brindo a tez cortês do inesperado gesto insensato. Mas q se faz terno por ser espontâneo. Brindo as gentilezas esquecidas nas gavetas. Brindo aos afagos sobreviventes e aos tristemente afogados no mar da estupidez humana.

7 comentários:
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""A thing of beauty is a joy for ever"disse, há cento e muitos anos, um poeta inglês que não conseguiu morrer."
Mario Quintana
Americo,
Quantas gentilezas ainda podemos salvar ao tocarmos um so poema
esvoacei-me,
bjs
Uma alegria para sempre
"As coisas que não conseguem ser
olvidadas continuam acontecendo.
Sentimo-las como da primeira vez,
sentimo-las fora do tempo, nesse mundo do sempre onde as datas não datam. Só no mundo do nunca existem lápides... Que importa se –
depois de tudo – tenha "ela" partido, casado, mudado, sumido, esquecido, enganado, ou que quer que te haja feito, em suma? Tiveste uma parte da sua vida que foi só tua e, esta, ela jamais a poderá passar de ti para ninguém.
Há bens inalienáveis, há certos momentos que, ao contrário do que pensas,fazem parte da tua vida presente e não do teu passado. E abrem-se no teu sorriso mesmo quando, deslembrado deles, estiveres sorrindo a outras coisas.
Ah, nem queiras saber o quanto
deves à ingrata criatura... A thing of beauty is a joy for ever
disse, há cento e muitos anos, um poeta inglês que não conseguiu morrer."
Mario Quintana
Um brinde às pequenas gentilezas da vida e aos lindos versos!
Apesar de todo esse caos que se espalha,
creio nos homens e nas mulheres, na capacidade de redenção de nossas tantas falhas éticas,
no resgate do respeito com a natureza,
na aprendizagem do cuidado com as crianças pobres- invisíveis, vítimas das explorações, da privação de tudo, das violências, do abandono...
e com as ricas- negligenciadas, vítimas da vaidade, da ausência, da super agenda...
Creio, ainda, que podemos tornar nossa existência mais justa, fraterna e amorosa.
Muitos acham tais crenças utópicas e me julgam ingênua ou sonhadora. Mal sabem eles, que eu recebo provas de que estão enganados são.
Esta tua poesia, por exemplo, me leva a fortalecer todas as minhas crenças,pois se um homem é capaz de criar algo com tanta beleza, sensibilidade, delicadeza, afetividade... somos sim,capazes de compor um mundo melhor para todos.
Beijos em meio a flores amarelas, nascidas dos raios de luz, gerados pelo encantamento deste momento.
E eu brindo a você, que nos brinda com seus belos, doces, sábios e esvoaçantes versos, quase que diariamente!
Ao ler vc fica evidente que ainda existe gentileza na alma de alguns aquinhoados que habitam este planeta... e vc é um deles!
beijos gentis!
Helô
E eu brindo ao Poeta que escreve estas belas palavras.
Um beijo
Sonhadora
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