
Castiga-me de uma forma definitiva para q me sinta cativa. Repetia sem pudor, dia após dia, a altiva donzela nos finais de tarde.
Olhando longe se desnudava na poesia, suplicando ao sol o calor capaz de enlouquecer o bruto amor q inundava o corpo e lhe jogava, à mercê de si mesma, na distante paisagem.
Um dia - e só ela só sabia o qto esperava - cansados de tanto fazer doer, os medos dariam ouvidos à sede aguda q secava suas carnes.
O corpo em febre devorava o verme grudado nos verbos. Vontades q fluíam ardentes, em árias exaustivamente repetidas, e corroíam renitentes, íntimas e diárias. Insuportavelmente necessárias.
No seu espelho duas mulheres seminuas. Um olhar insaciável e dividido. Um mastigar sabores q deixava suas cores intrigantemente incompreensíveis. Sem pensar em estéticas deixava seu mundo as avessas, apenas para perceber o tanto q tbém era cinza.
Assim, na curvatura dos dias intercalava com desenvoltura suas partituras. Cada vez mais visível, com uma grandeza imprevisível, em seus lençóis os desejos descobriam a simplicidade capaz de preencher tantos vazios.
Em sua carreira como atriz Catherine Deneuve compôs uma imagem de símbolo sexual frio e inacessível. Seu personagem mais emblemático foi no filme “Belle de jour“, de Luis Buñuel.
Em uma cena do filme ela passeia com seu marido, qdo este a ordena q desça e pede aos cocheiros q a chicoteiem. Naquele momento, em um gozo incontrolável, ela experimenta o submundo de suas fantasias, misturando submissão, violação e um poder sádico q sabia possuir sobre os homens, ali representado pelo seu marido.
Simone de Beauvoir foi uma escritora e filósofa francesa. Ao se unir intelectualmente a Sartre vivenciou uma relação polêmica e fecunda, onde puderam exercer suas liberdades individuais em uma vida em conjunto.
Olhando longe se desnudava na poesia, suplicando ao sol o calor capaz de enlouquecer o bruto amor q inundava o corpo e lhe jogava, à mercê de si mesma, na distante paisagem.
Um dia - e só ela só sabia o qto esperava - cansados de tanto fazer doer, os medos dariam ouvidos à sede aguda q secava suas carnes.
O corpo em febre devorava o verme grudado nos verbos. Vontades q fluíam ardentes, em árias exaustivamente repetidas, e corroíam renitentes, íntimas e diárias. Insuportavelmente necessárias.
No seu espelho duas mulheres seminuas. Um olhar insaciável e dividido. Um mastigar sabores q deixava suas cores intrigantemente incompreensíveis. Sem pensar em estéticas deixava seu mundo as avessas, apenas para perceber o tanto q tbém era cinza.
Assim, na curvatura dos dias intercalava com desenvoltura suas partituras. Cada vez mais visível, com uma grandeza imprevisível, em seus lençóis os desejos descobriam a simplicidade capaz de preencher tantos vazios.
Em sua carreira como atriz Catherine Deneuve compôs uma imagem de símbolo sexual frio e inacessível. Seu personagem mais emblemático foi no filme “Belle de jour“, de Luis Buñuel.
Em uma cena do filme ela passeia com seu marido, qdo este a ordena q desça e pede aos cocheiros q a chicoteiem. Naquele momento, em um gozo incontrolável, ela experimenta o submundo de suas fantasias, misturando submissão, violação e um poder sádico q sabia possuir sobre os homens, ali representado pelo seu marido.
Simone de Beauvoir foi uma escritora e filósofa francesa. Ao se unir intelectualmente a Sartre vivenciou uma relação polêmica e fecunda, onde puderam exercer suas liberdades individuais em uma vida em conjunto.

3 comentários:
Criastes mais uma beleza esvoaçante que tocou não somente meus sentimentos, como também meu pensamento.
Lembrei que havia uma menina, num povoado amazônico, especialista em decifrar mensagens.
Por trás da beleza de uma mulher, há sempre um inferno... e todas são belas!
Amei!
Bj
Divina inspiração de duas instigantes e libertas mulheres! Ambas ousaram serem elas mesmas, e isto é de dar inveja a qq pobre mortal...
A imagem tá uma obra à parte!
Helô
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