quarta-feira, 31 de agosto de 2016

verso oculto no réu professo...



Oculta da borboleta revela-se à vontade.
Leveza intrínseca de rara beleza ambígua.
No aconchego dos segredos asas adormecidas
sonhavam desejos nem sempre límpidos.

Consciente do insolente senso inconcluso,
mendigo bendigo lembranças de Évora.
Com letras tortas evoco o verso não incluso;
semente de fruto incerto professo no poeta luso.

Viver nunca é preciso. O q é preciso se descobre
ao navegar; ao decifrar o derrapar das linhas,
entre lençóis de linho e poeiras de pergaminhos,
a realidade imprecisa dos riscos...