
Sem dar conta do giro dos girassóis subiu e desceu colinas como se fora um cavalinho emoldurado no carrossel.
Com razoável habilidade saltou sobre armadilhas, desvencilhando-se, a cada salto, dos anéis e das lembranças dos bordéis.
Naquele domingo a tarde era apenas um parque de diversão. Protegido das ventanias de ironias atravessou os percalços com seus pés descalços e, pela primeira vez, sentiu nos ombros o peso de suas medidas.
Sem outra saída chegou a pensar em pedir clemência. Alguém haveria de ter nas mãos a ciência. No entanto ponderou ao ver as sombras de sua independência nas ruínas do sobrado tombado pelo patrimônio amealhado de um jeito nada pudico.
Mesmo a contragosto preferiu guardar seu sorriso. Sem dizer nada prosseguiu a vida, sem marcar a hora, o dia, ou o q seria depois daquele dia de agosto...
E assim se foi... Assim, como a magia...