domingo, 28 de junho de 2020

In Memoriam...

 

Do mundo
Nunca esperei nada. 
Dela
Sempre esperei tudo...

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sábado, 27 de junho de 2020

Amor de cama...



Sob cobertas dois corpos se confrontam. Declamam e se completam poesia em chamas. Profanam e proclamam descobertas, por vezes, cobertos de lama. 

Amor de cama. Amor q ousa sobre cousas. Sobretudo sem dramas. Amor por amar. Ousar sem pensar. Amor q se espalha ao passo do desvencilhar das rendas. Amor q se desvenda, mtas vezes, em vendas de cetim.

Amor assim sem amuletos ou muletas. Amor sem medos ou enredos. Amor sem rastros, de segredos entrelaçados ao lastro da cama. Amor q balança. Jangada q avança sobre o quebra mar; e se lança nas ondas sem temer as profundezas do amar.

Amor q dispensa arrodeios. Amor de cheiros e de floreios.

Amor q se atreve nas palavras cruzadas no íntimo. Amor imerso no universo d’algum reino otomano ou persa. Amor q dispersa, desmonta e se remonta sem quebrar cabeças.

Amor sem ômega. Amor q berra. Que lambe o próprio leite na boca do delta. Amor q hiberna. Que deita e se deixa e se eleva sem consultar medidas.

Por ser essência, pulsa nas veias.
Por ser centelha, nunca será escrito nas estrelas.
Sua única certeza é ser leveza do ser incerto.

Amor de cama. Esperto amor sem credos...

domingo, 1 de março de 2020

Alice e Godiva...


Godiva percorreu toda a planície a descobrir peraltices.
Alice se pôs a sorrir. Sem saber o q fazer. Sem saber aonde ir.

Godiva tem peitos salientes e desejos despidos de sede.
Alice já não quer saber de mais nada. Só sabe q se esvai sem pensar se haverá final feliz.

Alice já é feliz só. Só no ir e vir.

Na planície de Alice não há planalto.
Sobram melindres nos sobressaltos dos saltos de lady...

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

O grito ôco da quenga...


O grito ôco da quenga. No côco o ôco alude. No breu o ôco ilude.

No trivial amiúde virtudes e ilicitudes. Coquetes e dzicroquettes supercalifragilistic espialidoces.

No fim do ôco não há fim de mundos. Tudo se recicla no instante em q a água vaza do côco.

É sabido: grito em sustenido não se sustenta. Ranhura não rasura fissuras de quenga. Tanto mais o dilema de um dia haver sido benta, justo na lama do côco.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Gracias a la raíz...


Eso que viene y se va
Eso que viene y nos toca
y nos provoca hasta la raíz.
Eso pagano y sin nombre
Sigue sin saber si habrá dónde llegar.
Solo sigue... A veces ciego...
Por percibir y reconocer lo que nos refleja
En impuras sábanas de seda
Nos hace íntimos desde la raíz...

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Camellia Sinensis...



Derramado sobre o ventre, sem nenhum atrito, deslizo a pele sobre a seda dos teu pelos macios. Em tudo tu me elevas e me leva, e me arrasta pela gravidade do redemoinho de teu umbigo. 

Como previsto, entorpecido, respiro o necessário e preciso. Tudo o mais é imprevisível aos sentidos. Teu corpo efêmero é complexo. Tu’alma fêmea um universo gestos dispersos.

Feliz de quem reconhece o ponto de teu tempo incerto.
Feliz de quem remexe e te esquece na batida certa.
Feliz de quem saboreou teus frutos, e soube usufruir os dois lados de tua colher de chá.

Quem soube, nem sempre entendeu a complexidade das reações equivalentes existentes entre o côncavo da cova rasa e o universo imerso no convexo da colher.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Lúgubre...



Abençoados dados ao ávido.
Bem vindos receios recheio de recados ácidos.
Abençoado sal do suor misturado à lágrima
curtida no couro de ouro puro.

Chega de batom! Chega de bom-tom!
Sabe q i like a Rolling Stones.
Bendito sê-la! Bendito sê-lo sem promessas.
Bendito seja o escuro...