sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Uns zuns...Outubros em outros...
Amai-vos uns aos outros.
Eu, tu, eles e elas... E os outros?
Eu ando. Tu chamas. Ela difama.
No 'nós', a sós, quem faz drama?
- Amarrai-vos sem medo da lama!
Disse o catador de caranguejo,
sujando o corpo da dama.
Eles debatem, até se batem,
mas sabem q amar é chama...
Com a legítima intromissão de João, capítulo 15, versículo 9
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Catolé de Chico... Cafundó de Baudelaire...

“Deus é o único ser q, para reinar, nem precisa existir”. Baudelaire
Se Baudelaire tivesse nascido em Catolé dos Rocha da Paraíba, teria aprofundado sua teoria sobre as flores do mal. Com isso, quem sabe, encontrado o motivo de ser no talo q rosa exibe seus espinhos.
Teria tido “tenência” e a devida paciência de medir os passos antes de entrar na valsa de Serafina. Rapariga fogosa e lenheira, q passava o tempo alimentando fogueira. Dadivosa, mas perigosa, igual rasteira de cobra em lomba na noite sem lua.
Se acaso tivesse criado calo em cabo de enxada, saberia amarrar piaçaba em rabo de cadela atrevida. No lugar de um “ondêroque” entornava a “mardita”. No banho de bica lavaria a “pica” em boca de fêmea parida.
Bendiria casa de chão batido. O sabor do leite mamado em vaca de juízo encardido.
Rodava o mundo no rela bucho. Pinote de garrote em cangote de puta grã-fina. Encheria a cara de rima. Faria toada, gargarejando embolada, com tocador de chamamé. Decifraria a filosofia de "tomé com bebé" e a utilidade pública da “otoridade” do cabo zé.
Se Baudelaire tivesse ajustado a batida dos sinos. Quem sabe mudasse a senha, a reza e a sina. Teria dado ouvido a Silvio Brito. Escutado Chico César dizer o q fazer para tocar o coração de uma mulher.
Baudelaire foi um poeta francês considerado um dos precursores do simbolismo, fundador da tradição moderna em poesia. Em 1857 lança o livro “As flores do mal”, com 100 poemas. O livro é acusado de ultrajar a moral pública.
Chico Cézar é um cantor e compositor brasileiro, nascido em Catolé do Rocha, Paraíba
Silvio Brito é um cantor e compositor brasileiro, nascido em Três Pontas, Minas Gerais
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
O bardo e a fada...

Prelúdio em "pas de deux" para um amor "nos cascos", entoado em um abraço na pontinha do pé de um cochicho no ouvido.
Amor colorido no improviso dos carinhos rabiscados, como em cadernos de desenho, na borda do umbigo. Amor dos recém-nascidos sem prévio aviso. Amor q envereda por onde jamais fora imaginado ou sabido.
O inevitável é clarão de raio no escuro...
Amor colorido no improviso dos carinhos rabiscados, como em cadernos de desenho, na borda do umbigo. Amor dos recém-nascidos sem prévio aviso. Amor q envereda por onde jamais fora imaginado ou sabido.
O inevitável é clarão de raio no escuro...
Por vezes tocam-se em linhas tortas por conta e risco. Provocam-se o tanto q podem. Arriscam-se enquanto fodem. Quando beiram calçadas dançam plumas. Na beirada da cama tiram escamas e sucumbem às tentações de suas entrelinhas.
Liberdade só é tormenta aos cegos d’alma. Paraíso é habitar o q se exala...
Assim comungam crenças e desavenças em um mundo à parte partilhado à revelia. Submersos comemoram suas Atlântidas livres. Desacatam a ilógica. Subvertem o sentido da arte. Tabus são substantivos de predicados insubstituíveis.
Por onde passam provocam vertigens. Nadam além do subscrito nas paredes. Além dos sorrisos exibidos nos porta-retratos e bilhetes dobrados, silenciosamente guardados nos livros.
Por onde passam provocam vertigens. Nadam além do subscrito nas paredes. Além dos sorrisos exibidos nos porta-retratos e bilhetes dobrados, silenciosamente guardados nos livros.
Dadas as cartas só não se descarta viver além-vertigens...
Quando pensam chegar ao fim da linha, costurados tal sianinha, realinham Vênus e Marte nos fios de sonhos descritos nas fantasias da fada.
Desbravadores de amares, amantes amigos, quem sabe, até q a morte os enlace...
Desbravadores de amares, amantes amigos, quem sabe, até q a morte os enlace...
sábado, 28 de setembro de 2013
Tango sem tragédia... Clarinete de Eva...

Recital em cordas. Corpo q se toca em outro diapasão. Alma q se entrega não nega. Fecha os olhos à vara de um violoncelo q se esfrega cego de paixão. Submissa voz aveludada, contorcida em árias compostas a quatro mãos.
Na revolução dos sentidos visões de um paraíso em livre decomposição. Desfiada na carne rija, a pele em vibrato dita à medida inexata da imprevisível percepção.
Viés virtuoso de um barroco amor barato. Prazer desregrado, livre de pecados, debulhado em versos e tantas outras provocações. Virtudes q se exaltam. Atributo q se encaixa na boca macia de gueixa. Olhos arregalados, sem queixas, degustam sua extrema unção.
Amor incolor. Mistura de prazer e dor. Amor coberto de defeitos. Algoz de si mesmo. Amor refeito em um mar de cordas, para espanto de maragatos e chimangos.
Acorrentada às tragédias, só dava trégua qdo su’alma refestelada dançava um tango..
Maragato: nome dado aos sulistas que iniciaram a Revolução Federalista
no Rio Grande do Sul em 1893, em protesto a política exercida pelo governo
federal, representada na província por Julio de Castilhos. Os maragatos eram
identificados pelo uso de um lenço vermelho no pescoço.
Chimango: termo depreciativo dado aos governistas do PRR. Os chimangos eram identificados
pelo lenço branco.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Bilhete...
Cio em seda sem saída...
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Ora direis haver poesia...
Amanheceu outra vez
Como vem amanhecendo os dias.
Entre um verso e outro, disperso
Lençol marejado, no corpo emaranhado,
Adormecido não ouve seu bom dia.
Lágrima em olhos alheios é poesia...
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