sábado, 25 de junho de 2011

Solamente...

Amplio o q sou
Ao me despir em ti
Como quem não quer nada
Saboreio tu'alma
Como quem não disfarça
Como o sorriso dilata
Qdo olhos passeiam por ti
Com o pensamento a repetir
Como ser e não ser preciso
Ainda assim tdo eu digo
Ao lamber o teu umbigo
Sem dizer nada

Soy un afortunado
No puedo ocultar
Siento la vida explotar
Cuando me desnudo
Y soy lo que soy
Sólo
Cuando mi siento en ti

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Um tanto nelson...

Demorou o tanto doce
Até politicamente incerto
Na foice o tempo é certo
Enfim, acabou o recesso

Aqui me tens de regresso
Nelson sem jeito de nerd
Só uma coisa eu te peço:
Renova a minha inscrição!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Calça curta... Bafo clown...


Meu bem é meu mal. Longe de ser refrão dito de jeito banal, com todo respeito a Gal. Quando ela canta chega a ser fatal. Em “London London” o etecétara e tal é mortal.

Banal como todo amor deitado na rede, decantado com a devida sede social. Banal como a tal violência estampada nas páginas do jornal. Banal como a pompa e as soluções dadas pelos arautos da justa e libertária cidadania.

Não me iludo. Todo cromossomo tem seu calombo. Mas não me furto à crença de q, com jeitinho e sem estardalhaço, poder-se-ia fazer melhor uso de algumas palhas de aço.

Guarda-se a dor em arquivos zipados. Salvaguardas emoções baratas no vapor das impressões musicais.

O q causa indigestão é a idéia de sermos feitos do mesmo leite de côco, e q nossa percepção é a única saída para os labirintos do mundo. Avisa lá! Avisa lá! Ainda não foi fabricada a última cocada...

Cutuca-se! Ajusta-se a calcinha curta de olho na raiz de pé de pau.

No zen tdo parece bem e fica legal. Quem sabe um dia acaba tanta frescura, e se reveja, de uma vez por todas, o sentido do clown.

Nada mal...


domingo, 19 de junho de 2011

Love craft... Obaluaê balaio...



Aprendi com mariana q "a coisa mais misericordiosa do mundo é a incapacidade da mente humana em correlacionar todo o seu conteúdo." H. P. Lovecraft

O tempo passa ao largo das dilexas estórias contadas nas entrelinhas da versão oficial. Comercializamos sentimentos a todo o momento, com desenvoltura e estratégicas pinceladas de uma ternura exposta com dimensões de outdoor. As pernas continuam a cruzar com luxuria. E nada mais. Os seios saltam a vista no prazo q convém. Nada demais. E não importa se é dia da feira, rotineiramente a carne esperneia sem oferecer resistência às deliciosas cantigas de assanhar.

Trocamos tanto as estações q já não sabemos qual o nó q o sol ilumina. Vendemos ilusões em uma economia de câmbio volátil, e nos sentimos justos por mantermos a cotação inalterada até a conquista do próximo otário. A depender da disposição e do horário dançamos chove chuva com Benjor, mas, na verdade, só quem saiu da garoa sabe o qto é preciso versatilidade no tabuleiro da cintura.

Clarice virou um suplício. Coralina cruza esquinas no pensamento da menina. Ninguém entende nada. Nem dá conta q a psicologia comunitária é estrábica. Tenta-se a todo custo encontrar a lógica do fio onde não existe média e nem meada. Socializa-se a emoção de acordo com a devoção literária.

Não é sem razão q nos deparamos diariamente com a barbárie. Parecemos noviças pisando em areia movediça. Fuma-se, mas não se traga. Fazemos festas nas senzalas. Diante das câmeras misturamos macumba com o alcorão, mas fechamos as janelas para a luminosidade das verdades do sol de meio dia. De olhos fechados abrimos os braços para a hipocrisia.

Em um estado costurado com impunidades as leis se mostram cada vez mais abstratas. Ninguém  liga se a saia é justa. Tdo é tão legal. Tão descaradamente normal, q se tornou bestial reconhecer o absurdo abuso de dar a Cezar o q não se devia.

E lá se vai mais um dia. Lá vamos nós a correr mais um risco, dos tantos q ainda nos resta para esquecer. O q fazer, se insistimos em prestar indevidas reverências a santíssima ineficiência?

O q se diz não vale o escrito. Mto menos o vivido. Ainda q poeticamente descrito. Amanhã, mais uma vez, por falta de médico, não haverá atendimento no posto de saúde na vitória da conquista.

Shimmler faça o favor de tirar meu nome da lista, antes q comece a próxima revista...




Grafhic conception in designed by Fabio Novembre

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Nadia demais...



Gosto das palavras, suas formas e da forma como é possivel enxergá-las com acordes musicais. Acordam em cordas pausadas, mas logo se espalham a reger emoções, ao compor canções com suaves tons de su'alma.

Gosto da escrita q grita e grifa o pensamento híbrido de cada sentido q não cala. Gosto singularmente das palavras q falam de estrelas. É possível vê-las alimentando fogueiras. Verdades em frases inteiras cobertas do brilho q se nota em sua volta, e nos faz querer tocá-la, qdo começa nos tocar.

Do nada a energia baila na palavra e se faz mágica em um caminho de estrelas E por aí ela vai... Vai... Nadia demais.




Petal Dress Rehearsal/Nadia Mara dances as Tinkerbell/Atlanta Ballet
Montagem em fotos de Brian Wallenberg

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dunas diamantinas...



Alvas uvas
Uivam curvas
Cataratas
Desabam bêbadas
Rogam e rasgam
Botões de seda
Em vagabas
Ladies e gagas
Grutas a grunhir

Postas na mesa
Vicejam
Desavergonhadas
Escapam escarpas
Carnes estufadas
Pele em brasa
Bocas grudadas
Diamantinas, sinhás
Fome diadorim

domingo, 12 de junho de 2011

Alices...

 

Borboletas não param de sonhar. Casam cegas com o vento. Seguem no tempo enamoradas, abrindo as asas à reluzentes imaginações. Borboletas são serenatas compostas de notas q não se anotam. Brotam qdo se postam presas fáceis da verdadeira emoção.

Não à toa nunca param de voar... Voilà!