sábado, 28 de agosto de 2010

If a had you... (re)versão

Azul imã
Irmã magnética
Bela chama.

Lúmen de rama
Dulce felina
Lâmina dama

Madre de cios
Deuses vadios
Gozo beira rios

Métrica coral
Saliva lima
Língua dorsal

Cobra poética
Desespera esperada
Solidão à mão

No corrimão
Rima marina
Chama em chamas







Azul imã
Magnética rama
Lúmen lâmina
Felina dulce
Proust dama
Madre de cios
Deuses vadios
Estreitos beira rios
Métrica língua
Saliva coral lima
Corrimão à mão
Percorre a rima
Emoção e solidão

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Uns zuns e outros zunzuns...




Uns são. Outros zanzeiam em vão. Uns sereiam algumas cerejas. Outros clareiam na luz das estrelas. Alguns nunca serão. Nem no outono verão. Uns desejam e sem pressa vicejam. Outros versejam, mas sem rima fraquejam. Alguns abraçam baluartes sem maldades. Enquanto outros se vestem com palavras. Transgridem e até agridem. Divagam tanto q disfarçam. Alguns algozes levantam suas vozes. Outros se queixam de algures e alhures algozes.

Uns insistem. Outros não resistem. Alguns, cedo ou tarde desabam ou desistem. Uns seduzem com a intensidade de suas luzes. Outros se iludem contando virtudes. Alguns esperneiam com justificativas e desculpas alheias. Mergulhados em dúvidas esbravejam.

Uns tateiam cegos e surdos. Outros batem a cabeça no escuro. Alguns trafegam dispersos e sem direção. Mtos acelerados seguem obtusos na contramão. Uns se mostram confusos e sobem em cima do muro. Alguns tantos, entretanto, se largam no meio da estrada. Outros nem percebem a emboscada.

Uns tentam, mas não levantam. Outros conseguem, mas logo cansam. Uns se acabam na cana. Outros nem escondem seu lado sacana. Uns se divertem na cama. Outros arrastam na lama. Alguns se acendem na chama. Outros aquecem, mas logo revelam seu drama.

Quem mto espera, por vezes desespera. Quem vive a procurar nem sempre tem a certeza de achar. Alguns se esborracham. Outros racham. Para uns ela é dura. Para outros se revela da forma mais bela. Uns kinderovos. Outros cinderelam. O certo é q a leveza da vida é insustentável para quem não sabe viver. Bem q dizia Kundera...

Kundera pudesse todo mundo compreender, Milan, quem dera! Ser verão o apogeu, tanto da borboleta qto da cinderela, q debaixo das capas base asas, mas não escapa de suas mazelas. Um dia, quem sabe dona Maria, a humanidade enxergue q há luz no fim do túnel e acabe cansando de tanta hipocrisia. E a ilusão do "super homem" nunca mais precise vestir a farda desconfortável de vigia... Aleluia!!! Ela sorrindo diria...


Ao final, uma bem vinda interferência incidental, nada acidental, da música "super homem" de Gilberto Gil

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sonhos e valsas... Becos esplêndidos...




Inverno se fazia confuso de nuvens esparsas e tempos rasantes. Contudo os sonhos continuavam de pé como ovos confeitados encaixotados, abrindo o apetite e os olhos acostumados a confetes da madame viciada nas varandas da colombo. Tdo se repete e permanece como dantes no estético inferno de Dante. A estrela continua a brilhar consoante a média temperatura do ar no céu de Abrantes.

A linda baby se ajeita como pode e declara q solta lavas no lençol. No love baby is dog e provoca overdose in baby doll. No mais tdo transcorre sem deixar pistas aos olhos e nem as revistas, de sol a sol.

Qdo anoitece a fauna travestida de flora sai a procura do seu devido anzol. Aos beijos a fulaninha saboreia um pão de queijo beirando a calçada. Na sala discutem-se as questões e desilusões acima de qq razão. Em modelos cavados potrancas escondem as pelancas, dançando fox em trotes, insinuando galopes. Com gargarejos em gargalos e galões dão goles cocoricoques fingindo não me toques. No entanto rebolam na vara safada e escroque, embaladas por ondas q devastam as marcas de orgasmos chicotes.

Na margem direita do rio nem o cristo se salvou. Tdo continua indo e sorrindo conforme o andamento do seu maravilhoso hino. A moçada enfeitiçada continua embalsamada e achando tdo sempre mto lindo. Na esquerda pacificada e desgovernada os filhos e netos da juventude dourada engravatada sobem e descem de forma acelerada as escadas dividem a estrada. Na linha amarela o bloco dos contentes, com seus olhares atentos se protegem dos tornados e soldados q vigiam os acessos a br-3.

Acorda Brasil para escutar, o show do Antonio Carlos está no ar...

Na outra margem da lagoa Alzira cruza a Ipiranga se equilibrando na canoa. Vestida de fada atravessa a rua sentindo a pele molhar na fina garoa. Do alto de suas tamancas passa por cima da lama cheia de banca. Se a zona é franca e a carne é flácida ela segue periguete a mascar seu chiclete. Sonhando com valsas esquece a desgraça chupando pitanga. Só não se entrega e nem perde a esperança. Faz fotos no lual e manda carta pra bial. No fim de tarde requebra no brega. Não nega q adora um esfrega. Desses q o suor escorre na testa e as frestas pulsam e fazem festa.

Deixa q digam... Que pensem... Que falem... O show tem q continuar. Vem para cá! O q é q tem? Afinal, não ela deve nada a ninguém e na bolsa de apostas ainda vale um vintém. Copacabana esgana, mas finge q ainda é bacana. É tdo frágil e doce. Mas, quem realmente se importa? É tdo tão superist, superlativo e relativo, q é bem capaz de q a noite reveja Jorginho, cheio de wiskie, dançando twist no copa, com Alicinha a tiracolo contando lorota.

De tanto subir e descer a rampa, em meio a fumaça o conga suado aquece a milonga. Do outro lado do túnel a zona sul permanece no escuro. Cada qual na sua onda. No duro mulato dos subúrbios, Patrícia se encostada no muro com brilho nos olhos. Sente prazer e o chão estremecer sem saber q bem longe do esgoto, com o mesmo calor e alvoroço sua mãe seduz algum moço. Strangers in the night percorrem sem pressa o quarto de cortinas fechadas e pernas estratégicamente expostas e abertas, despertas a meia luz.

sábado, 21 de agosto de 2010

Dulces dominós... Dominus dons...




Montado em sonhos quixotes o poeta seguia em seu galope pela estrada observando as palavras descreverem mirabolantes parábolas nas folhas de um futuro em branco e incerto. Por instinto mantinha um trote q lhe permitisse perceber com razoável nitidez os sinais de sua natureza, mesmo q, por vezes se deixasse levar sem uma clara razão ou a mínima noção do q iria alcançar.

Na maioria das vezes vestia-se com cores maracatus de alegria, atravessando o dia de braços dados e adornados de sutil energia, em danças e gingados crescentes em ardente folia. Muitas vezes sentia a escuridão riscar sua pele com insolentes açoites de solidão. Então mergulhava em profundo silêncio, deixando seu pensamento solto solver o gosto amargo dos esgotos, enquanto su’alma, com a imaginária espada em punho escalava os muros frios da realidade, embrenhando-se numa luta inglória contra os ferozes e traiçoeiros dragões da inquietação.

Ainda q sentisse seu corpo coberto de manchas, não soltava as amarras q prendiam as sementes de uma esperança guardada em seu coração criança. Ainda q se sentisse mtas vezes sem rumo, seu coração vagabundo escalava montanhas, desafiava mundos à procura de um incerto amor onde pudesse se lançar e navegar em paz. Sabia q não poderia evitar a atravessia na corda bamba q equilibra o amor e a dor. Sempre sobrevivera as torrentes de inesperadas tempestades. Sempre soubera se posicionar diante dos incontroláveis remoinhos. Nunca se deixara levar pelas sincronizadas conclusões de uma platéia atenta aos bordões e chavões. Sanguessugas ávidos por sangue postados confortavelmente em disciplinados hábitos vulgares. Juízes de rabos atados. Meros observadores de olhares passivos e distantes.

Nada disso lhe causava espanto. A vida lhe ensinara a sobreviver na melodia de seu cântico. As agruras e as duras flechas da decepção já não conseguiam perfurar o escudo com q protegia a emoção de um dia estar diante dela, sua única, lúdica e desnuda dulcinéia.

No intervalo do tempo, sentado no palco pela primeira vez, ele pensou o qto ainda suportaria aquele intrigante monólogo. No espaço demarcado do tablado seu olhar percorria o movimento das peças em jogo. Um mar agitado e desconhecido insistia em molhar seus pés.

Batidas secas e firmes de pontiagudos saltos marcavam a entrada helênica da elegante fêmea na cena. Com o olhar fixo em um ponto imperceptível a tantos olhares surpresos com sua inesperada entrada, ela demarcava seu espaço de maneira imperiosa. Em cada passo q dava se livrava das palavras com a simplicidade de quem vivia o teor de tdo o q dizia. Com maestria despejava rastros milimetricamente calculados, fazendo pulsar com incomum intensidade os corpos expostos aos contornos firmes das carnes q se faziam verbos e saltavam de sua boca.

Como de hábito costumava olhar o horizonte além da platéia. Gostava da maneira como o mar molhava suas pernas qdo começava a sonhar com noites perfumadas, misturando o cheiro q ela própria exalava com o suor sargaço q lhe abraçava. Amálgama a percorrer sua alma por inteiro. Saudade era uma palavra q fazia bater sua emoção. Vontades eram palavras q lhe percorria as veias e despertava um desejo latente de voar. Queria bater asas mto além do q permitia seu ofício de atriz.

O olhar atento da platéia atravessava o seu vestido, devassando a silhueta mulher em agonia e imersa em sombras. Cada movimento mímico desenhava detalhes de sua vida encenada na clausurada de textos sem pudor. Uma sarça ardente q nunca chegara a emergir. Um sax dissonante conduzindo sua alma pelo vazio do nada, sem refletir a fome q sentia em viver.

- Tenho sede da noite q ainda não vivi, mas q molha minha boca na vontade de lhe beber. Sinto a fome dos loucos q se devoram. Dentro de mim a vontade me abre o buraco de um vazio e me lança num abismo q não sei se terá um fim. Meu corpo queima no fogo, mas não incendeia.

As inúmeras faces da atriz, até então ocultas atravessavam o palco às avessas, numa investida alucinada e despida contra a luz. Parecia desperta de seu próprio limbo. Saboreava o próprio vômito. E era tanto q havia dentro de si ainda por expelir. Nada daquilo lhe perturbava. Pela primeira vez sorria com os olhos de quem começava a enxergar na escuridão. Pela primeira vez não sentia receio em se expor diante de uma platéia cega e sem noção da verdade q falava. Nem da amplidão com q se entregava de peito aberto à sua interpretação.

Na sua boca o verbo mastigava a carne. Suas mãos macias e indecorosas deslizavam por entre as pernas acesas, num grito de total liberdade. Naquele momento sentia sua vida se transformar. Mto embora ainda não soubesse lidar com tudo aquilo q a envolvia, cada gesto incendiava a fornalha de suas íntimas e alucinadas fábulas.

Voar pássaro sobre tuas cordilheiras
Ecoar no mar este querer prazer
Dançar carícias. Esparramar delícias
Beber sussurros no pescoço a flutuar
Transitar minh’alma feminina no homem q sou
Rabiscar poesias sanhaçus olor feitor
Transpirar soluços. Cutucar impulsos
Festejar suspiros, saboreando viços e suor

As cortinas estavam abertas. O tempo se passava num ato contínuo sem intervalos. Fazia horas q se olhavam e se percorriam. Surpresa, a platéia se levantou sem saber se aplaudia ou esperavam pelo fim. Aquilo não era esperado. A poesia não fazia distinção de gênero. A poesia era simples e até mesmo sem nexo. Explícita por intuição.

A atriz solta em seu corpo. O poeta solto em seu dom. Dominus pascit me nihil mihi deerit. A poesia girava no tablado como se gestasse sua primeira encarnação. Uma cena minimalista de sentidos múltiplos e cores em profusão.

Já não semeavam saudades. Já não lutavam contra a correnteza dos moinhos. Batiam asas se sentindo passarinhos. Deram cambalhotas. Imitaram marmotas. Já não esperavam o princípio do verbo. Faziam versos sem se preocuparem em acordar o tempo ou concordar a rima.

Sem esperar elogios e nem os rotineiros aplausos, eles sumiram pela coxia com as mãos desgovernadas enfiadas entre suas coxas. Sem a menor cerimônia. Sem deixar rastros. A platéia sem nada entender e nem perceber q aquele era o último ato, se levantou calada. Dizem q até hj esperam seu retorno ao palco.

Enquanto isso, bem longe dali, um poeta continuava a galopar sonhos quixotes. Ao seu lado uma dulcinéia sem vestes, leve e feliz, por nunca mais precisar sua máscara de atriz.

No mesmo instante, ainda mais longe dali, Egberto Gismonti dedilhava suave no piano, Charlie Haden acordava o contrabaixo com as pontas dos dedos e Jan Garbarek percorria com seu sax a melodia, em Silence...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Concordanzia Pascoal...

Menos é mais. Nem mais. Nem menos
Eu, caboclo nascido numa beira de mar
Metido e enxerido, só posso concordar
Qdo alguém me alerta, de maneira certa
Que toda lua cheia, por mais q ofusque
Tem seu lado oculto, qdo vista do lado de lá
O q se dirá da teatral espécie humana?
Não importa se nascida na grama
ou batizada no perfume da grana
Se atolada até a tampa na lama
ou sorridente deitada na própria fama
Entre quatro paredes de quartos de lua
Sempre ocultará os traços de sua face bruta
Qdo abre as portas ou desfila na rua
Retoca a iluminada face lúdica maquiada
Resplandecendo adendos em módulos
sem nódulos, sua virtude performática...

Menos mal se a mala é Vuintton. Viver sugere equilíbrio e bon ton. Mesmo q em certos momentos nada supere o vermelho desejo batom... E o juízo dê cambalhotas, chutando baldes arrabalde, bem longe do divã...

Ditas Damianas... Mares Damares...




Fernando Pessoa nunca soube e com toda a certeza jamais saberá q ainda não conheço Sabará. Muito menos Araxá. Que tenho em minha volta incertos guerreiros orixás. Que minha mente é ativa e meu intestino funciona sem q eu precise tomar banchá. Que admiro as inconfessáveis veredas e as fronteiriças virtudes da Lady Gaga.

Nunca esqueci Damiana. Vez ou outra me vem a lembrança da preta mucama risonha q me servia na boca o leite abarrotado em seus peitos anelados e fartos, desde qdo eu ainda era uma criança de colo até bem depois dos primeiros passos. Gostava de adormecer com o rosto e mãos coladas em seus peitos macios, aquecidos e acolchoados. Era de um incompreensível deleite o descobrir ingênuo de um prazer incomum. Damiana era uma rainha de pele negra q me alimentava de sua alma feliz e escravizada.

Minha avó se chamava Damares. Mulher cuja fibra escondia as dores e dissabores de um tempo em q a vida era regida por coronéis a exibir seus encomendados anéis e subordinados capitães do mato. Ainda jovem com um deles casou, mas, não demorou muito, logo se separou. Em um tempo q mulher não se separava mostrou sua determinação em expor suas garras libertárias e anônimas.

Sempre gostei de seu nome. Pela forma ondular e seu conteúdo q parecia se doar em mares. Mares de Damares. Mares revoltos q somente ela enxergava e sabia como navegar. Por uma dessas ironias da vida ficou cega. O q não a impediu de reconquistar seu pequeno grande mundo nas teclas do órgão de tubos de uma igreja, da qual era a organista principal. Ali era seu espaço. Nele despejava sua alma e se fazia sentir. Gostava de ouvi-la tocar, pois era o um único instante em q percebia, em seu escuro silêncio, ela sorrir.

No meio da noite um feixe de luz acendia o contraste da pele alva no couro negro chicote q vestia e adornava o corpo. Em coro os olhares bebericavam desejos, mesclando inveja e fascínio. Boneca de pano coberta louça. Boca neon em carne vermelha viva e uma cintura pilão moldada à feição. Naquele instante uma mulher se reinventava e ousava em seus contornos fetiches. Marilyn reencarnada. Doce e ingênua fêmea enamorada, consciente de seu feitiço pin-up, aos poucos foi ocupando o espaço burlesco de uma acetinada geração. Exótica melodia escarlate. Sabor de demônio a escorrer lascivo na pele fêmea em sua taça de champagne. Via crucis e exorcismo em olhos mergulhados em súplicas, devorando lábios e corpos atados. Extase de um prazer a lamber soluços.

Ditas malditas. Bem vindas benditas Von Teese. Diva suave de atitudes claras e irreverências Clarice. Intrépida strip azeviche tesse. Bula e receita refeita na rosa despetalada sem pudor. Fantasmas sem óperas a compor suas próprias fantasias. História revisitada de uma civilização art-decó Dietrich. Perfiladas gatas de botas narcisas batiam continências, enquanto eram lambidas por bizarras fardas nazistas. Cânticos profanos crucificados em asas de anjos azuis.

Versos transversos em vestes samurais expressam a alegria e a agonia de homens e mulheres numa mesa de Bach. Xingus atravessam florestas em conexões xangais, devastados pela beleza de uma secular arte burlesca. Dita flor perdida num pântano de sonhos. Ditas vontades q a carne grita. Feminina masculina. Porcelana lânguida embalada em acetinado sonhos devassos.

Fernando Pessoa nunca soube q no primeiro encontro me roubou a alma. No entanto, nos peitos de Damiana sempre encontrei a calma. Através dos olhares cegos Damares enxerguei meus pés na estrada e contemplei a beira mar com olhos de quem deseja o amar.

Hoje, depois de tantos anos, insisto por ser teimoso. E já nem ligo se sou visto de um jeito torto ou se meu possível amor diz q sou um tanto tosco. Nessas horas Fernando sempre me aparece na primeira pessoa. Com seus olhos miúdos parece sorrir qdo percebe o vento soprar em meus ouvidos: Vai! Segue em frente numa boa sem se preocupar com a garoa. Migalhas são tralhas q alimentam os pássaros criados em senzalas, q se batem, mas nunca rebatem. Pássaros escondidos com receio dos próprios umbigos, q se debatem sem saber q asas foram feitas para voar.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

De sol a sol...

Palavra, gênese desperta da emoção
Folha solta na torrente d’água
Curso de um rio q se alastra e semeia
Cepa de videira q a alma floreia
Reticência em ponto de exclamação

Palavras fartas em pele suada
Dadas a troco de nada
Ciência q subverte fonemas
Sobreviventes. Inconfessáveis
Prendas do impossível palpável

Respira-las é gozá-las
É percorrer rastros a beirar abismos
Lançar-se na amplidão do invisível
É ser, no imprevisível anzol, calor do sol
Na noite gelada e no frio das manhãs