Meu lado feliz é floral
Meu estado febril é carnal
Viver é emoção em ação
Com, ou sem, toda razão
Sobreviver é cerebral...
.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Charada cuspida em carrara...
(Duas em umas)
No um sempre falta cinco para seis.
Pela marca do cinto risca-se no giz
labirintos paralelos ao vinco da calça.
No cinco falta uma para seis...
Quem tropeça no próprio contrapé
não segura asa de porcelana.
Um tanto blasé flutua noir sem saber
como fazer para lamber colher de chá...
.
No um sempre falta cinco para seis.
Pela marca do cinto risca-se no giz
labirintos paralelos ao vinco da calça.
No cinco falta uma para seis...
Quem tropeça no próprio contrapé
não segura asa de porcelana.
Um tanto blasé flutua noir sem saber
como fazer para lamber colher de chá...
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O sapoti da Apodi...

Houve tempo em q costumava comer sapoti na Apodi. Sentado ao pé de um pé de figo fazia figa às apimentadas 'lacerdinhas'.
Gostava mesmo era de ver o arrastar de sombras no passeio da lua pelas calçadas, como tbém o vai-e-vem atravessado na rua.
Apreciava o desfilar desinibido das mariposas, o sobrevoar excitado de esposas à procura de luz, à espera de um trem movido à lenha q lhes colocasse vida adentro nos trilhos, até a alma sumir soltando fumaça no último vagão.
Sanfona, triângulo, zabumba.
Aqui e acolá um colar de mãos no derrière estufado na Lee. Ali, entregues ao balancê, coração na mão, emoções na boca da noite.
Na marcação pressão do bumbo cabeças eram erguidas despidas de culpas.
Na pulsação dos ais, para evitar registros do calombo do boi nos anais, a lua cega e surda acobertava entre nuvens amores zás-trás.
Era gostoso demais...
.
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
Enigma de odara...
Escavo na escuridão.
Diluo minha cegueira no lúdico.
Oculto do mundo
Esmurro impiedosamente o muro
em ruínas q ainda me antepara.
Em silêncio recolho soluços com as mãos.
Com a emoção entre frestas insisto
no pulsar mirabolante de meus sonhos Cervantes,
no fogo cruzado de flechas cuspidas
por amores reféns das ilusões.
Já não brigo nem me iludo.
Por dentro abrigo. Por dentro aludo.
Danço odara e o tema de Lara
na gravidade do meu umbigo,
resquício uno, essência do tudo
que me ligava ao enigma do nada...
Diluo minha cegueira no lúdico.
Oculto do mundo
Esmurro impiedosamente o muro
em ruínas q ainda me antepara.
Em silêncio recolho soluços com as mãos.
Com a emoção entre frestas insisto
no pulsar mirabolante de meus sonhos Cervantes,
no fogo cruzado de flechas cuspidas
por amores reféns das ilusões.
Já não brigo nem me iludo.
Por dentro abrigo. Por dentro aludo.
Danço odara e o tema de Lara
na gravidade do meu umbigo,
resquício uno, essência do tudo
que me ligava ao enigma do nada...
sábado, 26 de novembro de 2016
Tocando na toca...
Pedindo um trocado o cego tocava cavaco.
De olho trocado o mudo olhava abismado
o tanto de mundo virado.
No olho do furacão ninguém é capaz
de dar abraços ou estender as mãos.
Repetia o gago depois do caldo tomado.
Por precaução o zarolho repôs a barba de molho
na hora de catar piolho no sovaco da cobra.
Mesmo na desova um ovo nunca é uma ova...
De olho trocado o mudo olhava abismado
o tanto de mundo virado.
No olho do furacão ninguém é capaz
de dar abraços ou estender as mãos.
Repetia o gago depois do caldo tomado.
Por precaução o zarolho repôs a barba de molho
na hora de catar piolho no sovaco da cobra.
Mesmo na desova um ovo nunca é uma ova...
domingo, 20 de novembro de 2016
astigmatismo...
De nada adianta vir com vida programada
o dia-a-dia é q debulha cada fiapo dessa meada.
Cada revoada pede seu pé de vento
Quando a contento, no consenso do bom senso,
cada visão tem sua hipermetropia adequada.
Em tempo:
Todo mto obrigado nem sempre é de nada...
o dia-a-dia é q debulha cada fiapo dessa meada.
Cada revoada pede seu pé de vento
Quando a contento, no consenso do bom senso,
cada visão tem sua hipermetropia adequada.
Em tempo:
Todo mto obrigado nem sempre é de nada...
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