Um café
Um cointreau
Um trago
Só então te traço em assanhadas linhas
Na verdade
nem mesmo sei se és minha.
Sei q todas as vezes
me deixo costurar
em suas entrelinhas...
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Mi Buenos Aires...
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Meteóricos...

Sem imaginar serem feitos do mesmo barro se esbarraram no baile dançando “moonlight serenade”.
Ele abraçado à cerimonialista. Ela abotoada ao professor
Em braile trocaram olhares. Ele de cima a baixo. Ela por cima do ombro
O primeiro esbarrão deu em pizza.
O segundo, segundos de um leve toque na mão.
O segundo, segundos de um leve toque na mão.
O terceiro foi aquele em q ensaiavam passos de aproximação.
Ele pisca. Ela sabe onde pisa
Ele belisca o ovo. Ela sorri de novo
Leitura labial deixa pistas
O olhar despista pra não cair em tentação.
A emoção por sua vez vai fundo
Vagabunda esquece o mundo e pede socorro.
De olhos grudados, abraçados a seus amores, balbuciavam coisas sobre misturas no barro; em afagos, de esbarro e encaixe; de estimulos pré-moldados.
Feitos aos quatro beijos, serviam-se um do outro sem embaraço, já sem acenos de mão. Cada um em seu espaço, seu devido espasmo, receptivo sorriso e respectiva ilusão.
Ele pisca. Ela sabe onde pisa
Ele belisca o ovo. Ela sorri de novo
Leitura labial deixa pistas
O olhar despista pra não cair em tentação.
A emoção por sua vez vai fundo
Vagabunda esquece o mundo e pede socorro.
De olhos grudados, abraçados a seus amores, balbuciavam coisas sobre misturas no barro; em afagos, de esbarro e encaixe; de estimulos pré-moldados.
Feitos aos quatro beijos, serviam-se um do outro sem embaraço, já sem acenos de mão. Cada um em seu espaço, seu devido espasmo, receptivo sorriso e respectiva ilusão.
Passava das quatro. Ninguém mais falava em “moonlight”.
Agora era Ella quem cantava “the shadow of your smile”...
Agora era Ella quem cantava “the shadow of your smile”...
Ella é a Fitzgerald, cantora jazzista americana
"Moonlight Serenade", composição de Glenn Miller, músico americano
"The Shadow of Your Smile", canção de Johnny Mandel e Paul Webster, tema do filme “Adeus às ilusões"
domingo, 11 de outubro de 2015
Ligações intraflorentinas...
Três da tarde ela liga e pergunta como estou
Ainda zonzo eu respondo: de pau duro
Ela acha um absurdo e desliga na minha cara
Treze minutos depois torna a ligar...
Desta vez pergunta se me acordou
Respondo q não
Então me pergunta das produções
Antes q divague digo q estão devagar
Ela diz q as coisas estão difíceis
Falo q mais difícil é encontrar amor...
Sem dizer nada ela desligou
Será q se ligou?
Por via das dúvidas cantei Abujamra
Apenas pra lembrar q alma não tem cor...
“Alma não tem cor” é uma canção de André Abujamra
Ainda zonzo eu respondo: de pau duro
Ela acha um absurdo e desliga na minha cara
Treze minutos depois torna a ligar...
Desta vez pergunta se me acordou
Respondo q não
Então me pergunta das produções
Antes q divague digo q estão devagar
Ela diz q as coisas estão difíceis
Falo q mais difícil é encontrar amor...
Sem dizer nada ela desligou
Será q se ligou?
Por via das dúvidas cantei Abujamra
Apenas pra lembrar q alma não tem cor...
“Alma não tem cor” é uma canção de André Abujamra
Cultura Day...

Quem a si mesmo aceita, desde cedo percebe q amar não é seita. Logo só se aceita no q não prescreve e resiste sem receita. Inclusive nos incursos difusos das veredas em nada convencionais
Amar é sensorial. Como tal, verbo atemporal narcisista. Senhorio imperativo de senhorinhas possuidoras de caricias; de boas vontades rendidas aos deslizes. Delitos em delícias próprias dos vendavais.
Amor é sentimento de equilíbrio movediço e cultura plural. Um paraíso feito de ciclos e inferninhos austrais. Cujo ativo, de posse do passivo, produz benefícios específicos. Tanto físico qto espiritual.
Quem não enxergar isso viverá em roseiral de sacrifícios. Falará de amor, mas do amor só conhecerá o fodido. No pior conteúdo da palavra.
Afora os noves foras, mais nada...
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Eclipse...

O dia nasce.
Não sei se espalho lembranças
ou espelho lambanças
na folha de papel ainda em branco
Rabisco um tempo.
Quanto mais ele passa, mais fico passado...
A sombra da casa cresce silenciosa
e cobre todo o jardim com a tarde.
Percebo q nem tudo assombra
À sombra permanece tal e qual
Mais tarde, como era de esperar,
a noite aparece. Com ela minha vontade
de descrevê-la por inteira. Rasteira,
longe da penteadeira e sem echarpe
Por mais q se acrescente ou se concentre,
tdo incide à luz do q nos prende...
Escrevo aos céus
em uma noite coalhada de estrelas.
Escrevo rápido
Antes q a lua cheia apague tudo...
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