domingo, 14 de agosto de 2011

Vouyer...




Meu sonho de consumo é um pedaço de chão onde eu possa sujar as mãos e a alma em cada dedo q se enterre na terra. É plantar sementes de poemas, loucos e enfurecidos, no colo grávido de um amor cego, surdo e enlouquecido.

Sonho q trago como a fumaça q trago para dentro do pulmão. Sonho q não se confunde, embora perceba o qto se funde, à primeira vista, na pista deixada no arroio q circunda o cais desse porto onde me atraco.

A tarde se vai parida de ilógicas. Mergulhada em ondas olho qdo ela se espreguiça sabendo q atiça a vontade do beijo q deixo na tela de seu computador. Esfrego minhas mãos e o rosto com a alma entregue. Sem fazer alarde saio pelas ruas. Quem sabe te encontre e deixe de sonhar.


“Arder no poro, no pelo, na pele, de tdo q saia da sua presença. Doer se não responde ao recado, se não me dá sua correspondência. Quem lê no meu mais íntimo plano onde vc se esconde, vai ver meu coração bater por vc.”


Tamanha vontade fez a tarde começar a chover...


Sonoras interferências e dança ao som de Vouyer, letra e música de Peri

sábado, 13 de agosto de 2011

Bem te Vi na viamão...


A noite esfrega a cara na taça
Loucos Borges, sem entender da alma
De soldas ou soda cáustica
Passeiam pelos clubes e esquinas

De forma elástica seguem a fala
Sem fazer idéia d’onde ir
Sem saber do q se ocupam
Ou se lhes culpam o alto escalão

Na estrada do Viamão
Eles entendem apenas o q resvala
A palma aberta e o q valha
Estender a mão na contramão




Viamão é um município do estado do Rio Grande do Sul. A origem do nome é controversa. A mais comum é de que a partir dos morros da região e do topo da igreja matriz é possível se avistar o rio Guaíba e seus cinco rios afluentes: Jacuí, Caí, Gravataí, Taquari e dos Sinos, que formam uma mão aberta. Daí a frase: "Vi a mão".

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Muros...




Era claro sem ser claro
Escuro sem ver o escuro
Havia o faro. Havia um muro
Metades de um brilho
Devassado em dois atos
Lado a lado, despedaçados
Pedaços do q restara
Do viço e da estrela
Limitada por barreiras

Metades. Metástases
Liberdade imolada
Amolada em marretas
Delicados pegas-varetas
Liberdade sem mistérios
Vaga além dos impérios
Que envolvem o ovo
A sedução da serpente
E o ciscar da galinha





Há 50 anos, em 13 de agosto de 1961, começava a ser fechada com arame farpado e concreto a fronteira que separava o lado oriental do ocidental de Berlim. O Muro de Berlim viria a ser o símbolo da divisão das duas Alemanhas durante 28 anos. Em 9 de novembro de 1989 ele começou a ser derrubado.
Foto: AFP

Adjetivo hoje...


Pronome sem nome
Sem distintivo come
Acuado, o homem
Lambe o lobisomem
Sem distinção
Passa a borracha
E apaga a fala
O rastro e a réstia

O q foge a regra
A gente nega
O agente prega
Mas logo releva
Enquanto o bicho
De tamanha fome
Nem disfarça
Mata, reza e some

No adjetivo hoje
Um subtantivo podre
Compõe o objeto
De conteúdo complexo
A frase estendida
Reflete perplexa
A vida sem nexo
na escuridão




Na madrugada desta sexta-feira, a juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi morta a tiros quando chegava em casa, em Niterói. Dois veículos e duas motos dispararam vários tiros contra a juíza. Os assassinos estão foragidos.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ave! Norma...



Em um dia 05 de agosto Marilyn Monroe falecia, aos 36 anos, enquanto dormia. Até hoje permanece envolto em mistérios a causa da sua morte. Segundo relatos de vizinhos ouviu-se barulho de helicóptero e uma ambulância chegou a sua casa antes q a empregada avisasse a policia.

As gravações de seus telefonemas desapareceram. O relatório da autópsia foi perdido. Toda a documentação do FBI sobre sua morte desapareceu. Quem tentou investigar o que acontecera recebeu ameaças de morte.

Ave! Marilyn... Tua existência segue além de qq norma...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Flávia... Daniel... Gabriel...

Filhos. Parte de mim q se separa
E me declara em um amar gigante
Em qq lugar, a qq hora, embora
Sempre aqui, dentro de mim
Filhos a me refazer
Piruetas a me fazer crescer
E ver, sem precisar de lunetas
Que a vida segue além de mim...

Em prosa e verso...

Na prosa eu te fiz em verso
Tbém teu reverso, confesso
E foram tantas estrofes
Por osmose, sonetos e poesias
Que perdido fiquei
Sem saber no q te escrevia

Assim, eu te amei menino
Teu corpo se aninhar cristalino
E um despejar doce
Em tuas formas de menina
À vontade te vi soltar, brava
Das travas tu’alma feminina...

Vestidos em fantasias
Redesenhamos Paris
Refizemos espanhas tamanhas
Até o dia nos amanhecer
Canibais, querendo mais
Poetas a mastigar alegrias