sábado, 23 de julho de 2011

Amy... Amém...



Valeu Amy! Perdemos um pouco do tdo sem vc...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Certamente...

Paixão. Razão manifesta. Objeto dilexo. Emoção com qual se lança a mão no inexplicável prazer do éter. Êxtase do ser diverso. Viver verbo incerto. Desconexos reflexos. Agentes perpétuos. Amantes perdidos do amor, q se buscam e rebuscam errantes, em lençóis macios, e se acertam....


*Verbo composto nas asas de uma borboleta

Odisséia...



Sou um começo, o meio e um fim. Resta saber se há vida ou sobrevida depois da Madame Mim. Enfim... Meus ídolos continuam em becos e as aparências a esconder bactérias. Na clarabóia da caravela a menina percebia, de forma clara e bela, q viver continuava a ser uma odisséia perdida e sem espaço.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Sinal de vida...

Uma das vantagens de não usar celular, é a certeza de nunca encontrar a vida fora de área...

Ao deus q dará...



Todas as noites as palavras se cruzavam no balcão pouco iluminado, repleto de copos vazios e vidas secas por beber a sede de seus tesões. Elas e Eles. Ele e ela, qdo podiam, tbém se encontravam lá.

Não queriam identidades. Só queriam ser guiados por uma verdade q latia dentro de cada um deles. Cada um a mastigar seus segredos. Cada um a se deixar embriagar por um desejo q os fazia experimentar de um prazer sem tamanho.

Ali não se sentiam estranhos. Ali não se cobravam e nem lamentavam a ausência de respostas. Esse era o acordo. Essa era a proposta. Eram por si só a resposta para o q queriam viver e sentir.

Todos os dias ela se curvava a espera do merecido castigo. Todos os dias ela lambia os frutos de um rito q a fazia feliz e rasteira no assoalho. Todos os dias ela sentia a mão bater pesada em seu rosto. Em silêncio saboreava o gosto de ser desejada. Todos os dias ela lambia os pés de quem a maltratava, mas protegia su’alma, como um agasalho, do frio e da indiferença em q consistia o seu viver.

Todos os dias eles se intrometiam e metiam com o q tinham. Nem sempre valiam um vintém, mas, todos os dias se amavam. Todos os dias se esganavam e se enganam com promessas de nunca mais se encontrar.

No dia seguinte esqueciam de tdo e, qdo anoitecia, recomeçavam outra vez.

Ele trapezista. Ela é dançarina. Já não se sentia uma menina, mas sabia q seu corpo se moldava de uma forma cega aos desejos e comando de quem retirava, uma a uma, suas vestes de atriz.

Em sonhos implorava por mais um dia e mais outros dias de consagradas ousadias. Fosse quem fosse se vestiria com os adornos apropriados e se cobriria com sua pele mais perfumada de cadela vadia. Serviria em tdo o q Ele quisesse. Seria o q Deus quiser.

Somente assim, qdo lá fora o dia amanhecia e todos corriam apressados atrás de suas rotinas, ela, enfim, conseguia dormir em paz.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Bachianas...



Ninguém sabia. Nem Villa-Lobos, q não era bobo, por mais bachianas q compusesse, jamais imaginaria. Mas todos os dias ela acordava com um pássaro cantando alvoradas em seu corpo.

Com os olhos ainda apertados abria um sorriso cúmplice do tesão q sentia. Logo os fechava, ao se estender em asas, abrindo os flancos com suas coxas derramadas e oferecidas.

Em meio às palavras, q não se encontravam em nenhum dicionário, eles escreviam versos com caligrafias emaranhadas e vadias.

Debaixo das cobertas o universo iluminava. Ele, pássaro, a bater asas. Ela, passarada, a largar su'alma na imaginária grama.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Tangos, tammys e sementes...



Sem nada a dizer escrevo sobre o implícito. Tdo parece pequeno diante do afeto q se aninha em teu corpo em forma de feto. No silencio das palavras descubro, a cada gesto, um mundo gestante de ti.

Na pequenina flor a carne pulsa salgada de óbvios. No doce sabor de aracajus, maracatus dançam risonhos. No perfume q beiram os lagos embalam as lagoas vistas  das redes estendidas nas varandas.

No alto do mar o luar navegante se faz crescente em sol poente. Sem nada para fazer tento descrever cada pensamento q pisa a terra grávida de vida. Dentro de mim um mar aberto e um céu coberto com o mesmo véu q envolve o sentido da semente.