terça-feira, 12 de julho de 2011

Égides e Egitos...


Do muro de Berlim ao Egito dos nossos conflitos. Universais e intuitivos. Depois da Perestróica e da Rosa q nasceu nas cinzas de Hiroshima. Desde q o asfalto subiu o morro e a filosofia balançou entre a crença poética e a desavença profética. A ampulheta revirou as gavetas e esvaziou o poder destrutivo de um romantismo posto em tabuleiro de quermesse.

Dito e feito sem a elegância estética de um falso pudor pós-ético, o amor, intrépido e infalível, vive e se frutifica no rebuliço. No grito solto sem nexo. Nos sentidos perplexos. Na mistura q cura e no prazer q perdura dentro de cada um.

A fonte dos desejos afoga qq conto de fada e história de amor.

Na batida da onda perfeita se nada além das ilusões. Entre achados e perdidos, nada se tem a perder, salvo quem souber q o amar é um estado sem fronteiras. E nem adianta fazer cara feia. Desde q a gravidade resolveu girar o mundo o rio se fez volátil, tão somente para ir de encontro dos cânticos q lhe faz gigante, ao se entregar nos braços do mar.

Amar q se explica, complica. Cedo ou tarde se trumbica.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Jimi Hendrix...

Rendo-me aos encantos da serpente a rastejar em curvas sua pele e agonia. No alpendre Jimi Hendrix despe e despeja meu sentimento na “pequena sininho”. Mato a mulher e saio de braços dados com a vadia q se faz macia no tronco da árvore. Descasco. Devasso me devasto na primeira pessoa desse verbo q se faz carne dentro de ti.

“Pegue tdo o q puder de mim”



”Take anything you want from me”
Little wing / Jimi Hendrix

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Bandida...



Como um viking
Com dedos B. B. King
Arranhei tuas cordas
Voraz ao tocar Lá
Sequer lamentei
Teu desespero
Senti teu cheiro
E toquei como ninguém
Jamais tocou perfídia

quarta-feira, 6 de julho de 2011

codinomes...*

Na cor dos olhos
o corpo se tinge
A flor abre caminhos
Ao florescer sobre a pele
sobrepõem espíritos
Desejos encarnados
em sádicos espinhos...

No altar o corpo
se entrega ao sacrifício
No silêncio retira o brilho
O grito já não diz
Ser bem ou mal
O tanto de prazer
que o querer traz...



*...

terça-feira, 5 de julho de 2011

Contramão do vento...

Tempo é um vento
Em movimento
Insano e sem direção
Há os q seguem o momento
Sem reagir ao tempo
Os q se entregam
Os q se negam a contemplar
O real espaço de sua
Não dimensão

Mtas vezes, sem sentido
Somos o tempo abduzido
Levados pelo vento
Aparente em tempo perdido
Guardado no pensamento
Busca a todo o momento
A razão de uma emoção
Que tanto se esperou
Sem nunca ter vivido

Viver é impreciso
É tempo q não se pega
É vento q leva
O q não teve tempo
De ser medido
No dividido tempo devido
No templo em q se reza
Sonhos q o vento não leva
O tanto de amor perdido

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Entretanto...



Sigo. Singro. Sangro
Lambo
A ferida. A alma. A vida
Salto entradas
Sem outra saída
Sem nada a perder
Danço. Amo. Tramo
Deixo-te
Entre tantos
Louca. Solta. Potra
Assim entro
E sou
Em ti. Em mim

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Caxangá... Cabriolet Sabá...



Vira e desvira. Revira na ponta cabeça a órbita do farol. Na senzala faraó adestra a escrava. Na ante-sala, com a pele riscada, a rainha arisca segue a risca e goza descarrilada no trem onde lava a alma e seu reino de Sabá.

Vira e revira a guisa do q virá. Trem azul virando latas, desembrulhando linhas, revelando o amor e a dor. Estrelas kiwis despertando o universo nas fendas da seda q se desmancham na vida q atiça a pele tatuada.

Vira e mexe desce aos céus a procura do inferno. Caxangá. Um modo estranho de saber q virá do modo q irá. Colorindo de um jeito q não se ousa dizer. Ainda assim dirá ao q virá e se fará no q melhor se servir. Penso ser por aí...

“Sempre no coração. Haja o que houver. A fome de morder a carne dessa mulher”



Montagem em fotograma do filme The Mystery of the Blue Train, romance de Agatha Christie. Ao final uma proposital interferência de Caxangá, música de Milton Nascimento e Fernando Brant