Quisera eu q a lua fosse dourada
E sol despejasse, noite e dia,
pela vida seus raios de prata...
Quem dera o bater na madeira,
Tanto a q se faz lenha
Qto a q exibe envernizada
Tivesse o amplo som da lata...
Quisera todo pensamento torto
Justo por ser oco, não ecoasse nada
Assim, quem sabe, pudesse a noite
Amanhecer com a mesma sede do dia
Que adormece sorrindo,
Do tanto q se sente amado...
Quase sempre penso q entendo tdo
Qdo olho, parece mentira, mudo
Percebo q tdo continua no escuro;
Deixando claro q, na verdade,
Eu não enxergo é nada
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Sede...
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Sonhos de lua... Banhos de prata...

Sem pressa desfolhei fragrâncias em cada uma de tuas pétalas. E assim caminhei pelo poema em q descrevia as montanhas, vales e rios de tuas rimas. Nas veredas de visões agrestes senti teu cheiro de prata por toda a caatinga. Teus montes me enchiam os olhos solitários. Então me fiz operário e, banhando teu corpo na chuva, senti o meu sexo se vestir com a tua vulva, como se fosse uma luva.
Com a pele acesa despertamos o calor de um sol. Envoltos em braços q se faziam anzóis de abraços enlacei teu corpo e lhe trouxe, por inteira, grudada em mim.
Enfim, sentindo-nos serenos, frutos fincados em nossas próprias raízes, dançamos valsas em segredos no céu de nossas bocas. Era tanto brilho, q de nossos olhos palpitavam estrelas, enquanto o firmamento refletia a leveza de uma poesia q nos conduzia pelos caminhos cobertos com nossos carinhos.
Sem q déssemos conta a noite abriu um sorriso e a lua banhou de prata a felicidade q se fez em nossa volta.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Híbrido...
Diante do difuso
Amar se faz escudo.
Protege, impõe,
transpõe o confuso,
e se põe semente
fruto de raro sabor
Essência escolhida
Perfume de fina flor...
Amar se faz escudo.
Protege, impõe,
transpõe o confuso,
e se põe semente
fruto de raro sabor
Essência escolhida
Perfume de fina flor...
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Sem palavras...
O beijo abraça
O q a língua percorre
Os lábios procuram
No corpo o desejo
A carne envolve
O q engole inteiro
O tempo, objeto físico
Não pára de bater
No salão vazio, a alma
Enlouquecida esquece
Que a felicidade dança
Solta na corda bamba
O q a língua percorre
Os lábios procuram
No corpo o desejo
A carne envolve
O q engole inteiro
O tempo, objeto físico
Não pára de bater
No salão vazio, a alma
Enlouquecida esquece
Que a felicidade dança
Solta na corda bamba
Intrépida... Elétrica... Híbrida...
Raios q me partam e invadam
Tdo o q tenho brejeiro e sorrateiro
No abraço forasteiro enlaço os braços
Ares de risco desenho sem nexo
O flamejante verso em q orvalho
Foda-se! Diz o riscado carvalho
Na lembrança a rede balança
Avança tanto para lá, como pára
Qdo sente singrar o limite do mar
A mesa posta serve a cor da pele
Serva displicentemente exposta
Entregue ao prazer do amanhecerá
Astuto matuto assustado a tdo reparo
O q não tem reparo, não largo. Separo
Espalho na cama como rama sem pudor
No corpo crescente arranho carícias
Híbrida loucura solta sem medida
Vem! Teu cheiro desperta a vida
Tdo o q tenho brejeiro e sorrateiro
No abraço forasteiro enlaço os braços
Ares de risco desenho sem nexo
O flamejante verso em q orvalho
Foda-se! Diz o riscado carvalho
Na lembrança a rede balança
Avança tanto para lá, como pára
Qdo sente singrar o limite do mar
A mesa posta serve a cor da pele
Serva displicentemente exposta
Entregue ao prazer do amanhecerá
Astuto matuto assustado a tdo reparo
O q não tem reparo, não largo. Separo
Espalho na cama como rama sem pudor
No corpo crescente arranho carícias
Híbrida loucura solta sem medida
Vem! Teu cheiro desperta a vida
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Ramas escamas... Jogos de tâmaras...

Na boca da mulher poesia é folia. É deleite. Cada terço de segundo depura um trecho de meio mundo. Cura a sede terreira da tribo. Na ponta dos dedos cada instante é sagrado e consagrado.
Se a pomba grita é sinal q o mundo gira em sua gravidade.
Se a pomba grita é sinal q o mundo gira em sua gravidade.
Fazendo do obstáculo sustentáculo e suculento oráculo onde escorre os lábios. Fruta madura deixa a cama coberta de seu cheiro de tâmara.
A nobreza é ínfima qdo ferve vassala estendida na vara. Coração bate descompassado. Vasos dilatados no escopo de um deus carnal.
O corpo liquidifica desejos. Perfume de rosa é precipício. Morrer não é sacrifício para quem relaxa o corpo no olho do redemoinho.
Sua língua é poesia solta bambaleando à deriva salivas perdidas de amor.
Com enorme prazer percorre os trilhos q retalha o frescor de suas carnes em postas. Já não se comporta. Sutis prelúdios de uma ópera de notas avermelhadas escorrem de seus cabelos como cachoeiras. Com as mãos, com dedicada exatidão, devasta tdo o gira em sua volta. Enquanto enfeitiçados lobisomens gritam seu nome em noites de lua cheia.
No beco sem saída ela se molha na chuva, consumida e consumindo tdo o q lhe cai como luva. Ao fim de cada dia dobra-se em mais uma página suada.
Tâmara em árabe significa "dedos de luz". Talvez, por isso, tdo o q é vida nela reluz. Faz e se refaz, e seduz com a voracidade de sua velocidade luz.
Sua vida é um compêndio ainda por traduzir...
A nobreza é ínfima qdo ferve vassala estendida na vara. Coração bate descompassado. Vasos dilatados no escopo de um deus carnal.
O corpo liquidifica desejos. Perfume de rosa é precipício. Morrer não é sacrifício para quem relaxa o corpo no olho do redemoinho.
Sua língua é poesia solta bambaleando à deriva salivas perdidas de amor.
Com enorme prazer percorre os trilhos q retalha o frescor de suas carnes em postas. Já não se comporta. Sutis prelúdios de uma ópera de notas avermelhadas escorrem de seus cabelos como cachoeiras. Com as mãos, com dedicada exatidão, devasta tdo o gira em sua volta. Enquanto enfeitiçados lobisomens gritam seu nome em noites de lua cheia.
No beco sem saída ela se molha na chuva, consumida e consumindo tdo o q lhe cai como luva. Ao fim de cada dia dobra-se em mais uma página suada.
Tâmara em árabe significa "dedos de luz". Talvez, por isso, tdo o q é vida nela reluz. Faz e se refaz, e seduz com a voracidade de sua velocidade luz.
Sua vida é um compêndio ainda por traduzir...
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