terça-feira, 5 de outubro de 2010

Recado aos dados...



Mudanças de ventos
Mudanças diárias
Mudanças de hábito
Mudanças de ar
Mudança de risos
Mudar o impreciso
Mudar no q for preciso
Mudar como muda a muda
Qdo sente vontade de crescer

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Rapunzel...

No céu teu véu
Doce favo de mel
Um menestrel ao léu
Beirando Rapunzel
No alto das fronteiras
E torres movediças

Na punta q segues
Faroletes and farwest
E um ingênuo agreste
A fazer serenata
Em noite sem lua
Molhada de vc

domingo, 3 de outubro de 2010

Confissão...

Minh’alma é um vulcão
Meu sangue é a paixão
Qdo toco o violão
Faço serenatas pra vc

sábado, 2 de outubro de 2010

O tubo pós tdo...

Gozares celulares
Segredos em mesas de bares
Devagar divagares
O parabrisa vai e vem
Por não ter quem segure
Seu diapasão sem razão

No vale do rio preto
Branquinha segura o enredo
E já não é segredo
Até quem está preso vota
Nesse túnel tdo se revoga
Até seu direito a emoção

Saudades... (2)

Ver. Reaver. Querer.
Tecer palavras q se espalham
Em lençóis meu corpo lhe deita.
Passeio pelas lembranças...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Faroeste caboclo...



Encostei meu ouvido no teu umbigo e ouvi vc dançar. Duas mãos riscavam sombras na parede, como dois ponteiros de uma bomba relógio solta e sem hora certa para detonar.

No espelho d’água percorri tu'alma em cada uma das palavras q revestia teu corpo. Velas acesas sobre a mesa dançavam chamas pelo corpo em chamas, a iluminar penumbras na pele e no oráculo ainda encoberto.

Subitamente vi vc caminhar sem pressa pela nave principal. Sem nenhum obstáculo despias as derradeiras vestes pelo tapete bordado de sangue, ao mesmo tempo q desabotoavas os sonhos com versos soltos entoados aos gritos, regozijos e aleluias.

No silêncio da rua, em plena luz da noite, dois estranhos saltavam sobre as fogueiras sem deixar rastros ou levantar poeiras. Dançaram assim a noite inteira, como se fossem as únicas estrelas na aurora boreal de um faroeste caboclo.

Tanto...



Tanta coisa... Tdo contudo simples
Pura e simplesmente. Somente
O verbo em seu estado presente

Na penumbra de um porto ainda incerto
Sem agonia a natureza rebusca a beleza
Respira nas veredas a pegada do animal

No meio dos versos tropeço
E me agarro a um tanto querer, e bem
No trilho do zen descarrilo meu trem

Além rabos cometas e entradas bruschettas
A dama se derrama e engole o mundo
A trama e o poeta vagabundo