terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A orquestra...



A vida é uma poesia entoada em toadas de rimas trocadas q tocam a alma. Se algumas notas desentoam ao beirar lagoas, outras se reafirmam e afinam no sotaque envolvente de raro contralto, no olhar embriagado ao tocar as pernas salientes da menina.

A depender da regência a vida prolifera em límpidas esferas. Do mesmo modo um bom andamento conduz e inspira a orquestra. Só não se pode esperar q todos os dias se apresentem em uma valsa. Nem sempre é a flauta q faz bailar os ventos.

Entre a necessidade da batida rompante do bumbo e o toque letal das cordas no metal, a orquestra encontra o seu equilíbrio e sintonia. Só assim se atinge o devido tom. E a orquestra consegue compor seu acorde ideal...




Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) foi fundada em 1950, pelo maestro Pablo Komlós, regente húngaro q a dirigiu até 1978, sendo responsável pela solidificação e prestígio da orquestra gaúcha em todo o País. A OSPA já teve como regentes titulares, os maestros David Machado, Eleazar de Carvalho, Flávio Chamis, Cláudio Ribeiro, Ion Bressan e Isaac Karabtchevsky. Desde 2010 é regida pelo maestro Tiago Flores.

Conclusões sórdidas... Pensamento mudo...



Tdo o q penso saber não me garante o saber até onde me leva e nem o tanto q cabe em mim. Penso q quase sempre fico propenso a achar q o pensamento atravessa o delicado espectro do absurdo, o q leva ao enxergar conclusões naquilo q ainda nem vivi. Ao acrescentar meus “eus” reconhecidos, por princípio, sinto q esculhambo tdo.

Facilmente o pensamento se perde nos campos minados do relativismo. No entanto me prende confuso, qdo me embriaga e depara com abusos q consagram o poderoso verbo do absolutismo.

"Se a interpretação nunca completa é porque simplesmente não há nada a interpretar. No fundo, tudo já é interpretação". Foucault

Sendo assim, ao viver em um mundo ilusionista, a verdadeira intensidade de minha identidade está na ciência do q desconheço e ainda não pari. Se por acaso irei chorar ou sorrir pouco importa. Minha existência ousa a liberdade dos conceitos solemente estendidos nos parapeitos de antigas construções.

Talvez seja ingenuidade insistir. Talvez nunca consiga habitar os pólos utópicos dos meus trópicos. Esta é apenas uma das verdades objetivas não palpáveis de minha intimidade ainda não embevecida de lugar-comum.

Quem sabe ainda consiga me adentrar sem a pretensão do descobrir-me inteiro. Não à-toa as canetas tinteiros são recarregadas todos os dias, de janeiro a janeiro.

“O mundo tornou-se infinito, no sentido de que não podemos negar a possibilidade de se prestar a uma infinidade de interpretações". Nietzshe, em “A gaia ciência”

No final de tdo, se um dia conseguir ultrapassar a linha de chegada q demarca o meu fim, provavelmente nunca saberei se, afinal, terei sido minha realidade ou ilusão. Enquanto isso, no arcabouço do verbo ainda não dito, o pensamento assiste a tdo impassível. Inquieto, é bem verdade, mas ainda mudo...





Trecho indigesto de “Tdo o q penso não sei”. Uma estória q ainda não contei...

sábado, 28 de janeiro de 2012

Conjugados quartos... Ventos passarinhos...



É cedo. Sem saber aonde a tarde vai qdo cai toco a seda de teus seios. Neles desalinho novelos. Acaricio tuas robustas ancas. No vão alinhavo loucuras.

Saio contigo pelas ruas libertando libertinos tangos, mimos e mambos. Fascinados e anestesiados pelo tesão enveredamos além doutrinas e rotinas.

Mastigo teu cheiro. Faço de teus desejos meu espelho. O corpo incrédulo se perde em juras e me faz sentir um deus.

Assim somos renascer em cada um dos dias. Soltos em cantigas de passarinhos. Eu, embevecido, a beija tua flor. Tu, colorida, a florir nos meus carinhos.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Simples assim...

Como ser vc em mim
Como um passarinho
A cantarolar aqui e acolá
Desejando boas vindas
Teu sorrir de tanto sonhar...
Vem cá, q a vida é feita
Do jeito q gente quiser
Vem ser meu bem
Vem querer bem viver
Vem ser meu rimar...



Após a leitura recomenda-se ouvir a música “Pra você cuidar”, de Flávia Wenceslau

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Os dias no teu luar...



Tenta adormecer, mas não esquece. A duras penas repassa os olhos em sua volta e percebe q tem somente o q merece. Lembrou dos tempos de Havana, qdo fumava seu charuto deitado na rede, a contemplar, com o olhar mudo, a beira da praia. Hoje já nem fala...

No epicentro os ventos varrem púrpuras proezas para algum lugar sem nome, deixando sobre a mesa apenas um recado sem tanto recato. Tdo muda de repente. Um sorriso fluente invade a cena de forma surpreendente.

A natureza generosa se espalha com a força e a leveza dos rugidos e bate insistente em sua janela. O cavalo louco pisa com suas patas sobre a cor indolor. A alegria já não encontra morada na filosofia de uma angustia q se esvai na folia q resta do dia.

Sente calor, mas não se ressente da chuva. Em sua boca encontra um céu com o delicioso gosto da uva. Sem pensar em fugir entoa cantigas de reagge. Tdo, enfim, transparece sem nenhum peso q se carregue. Deitado na cama ele derrama seu corpo no amor sem trama. Então floresce...


domingo, 22 de janeiro de 2012

Gargarejando Graciliano...



Quando me despeço dos versos sempre lhes peço: não se façam de rogados, nem totalmente regrados, se metidos em rabo de saia de temperamento complexo.
"Um arrepio atravessa-me a espinha, inteiriça-me os dedos sobre o papel." 
Apesar do risco sigam ao acaso. Quando possível façam sarcasmos do amargo entranhado em mim.

Em parte sou atendido. Nem por isso regozijo. Boa parte remói ventos, como se fosse questão de tempo dar sentido ao normalmente visto como caso perdido.

Sou atrevido. Quando gozo grito.
Se mastigo a vida faz da gata um sapato e me leva no papo com calma insana.
Sacana ainda vira de avesso o tempo do verso. Verbo solto sempre foi artigo imprevisível. Tanto mais tergiversa, mais vomita a verdade indigesta.

"Naturalmente são os desejos que fazem isto, mas atribuo a coisa à chuva que bate no telhado e à recordação daquela peneira ranzinza que descia do céu todos os dias."

Só não sei q adianta ser osso bom de roer, se ela só goza qdo me disponho a lamber sua insensatez.

Por sua vez meu cuspe resvala à vala dos loucos. Ainda lanço apostas no oco. Ainda ouço desconjuras no tempo do vento tentando varrer as marcas de suas unhas na minhas costas.

Que bosta! Desato o barbante. Não é fácil se fazer entender.

Inútil se estender. Até pq no íntimo só o eu consegue ler. Até pq minhas palavras continuam cabras cegas a balbuciar os bicos enxeridos de suas libidinosas tetas.

Escrevo pela inexplicável capacidade q elas têm de me fazer reviver...









Injeções providencias de trechos do romance “Angústia”, de Graciliano Ramos, escrito no período em q foi mantido preso pelo governo de Vargas.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Eu fui no Tororó...




Quem espera nunca alcança. Se por acaso estiver sentado, pode cruzar os braços e guardar a esperança em algum lugar debaixo do sofá, pois esse mundo não tem solução. Acha q estou pessimista? Então perca um instante e passe em revista o tanto q se sonhou. John Lennon cantou. Ghandi se doou. Luther King se imolou. Tanta gente esperou pela banda, mas, qdo ela passou levou com ela o pouco q restava de senso crítico e das coisas de amor.

Quem não cansou de esperar, hoje é obrigado a suportar a profusão do mesmo da mesma coisa. Tdo vem empacotado e hermeticamente igual. Mudam-se os nomes, mas a essência das coisas tem um ritmo só. Como diria Josefina, um transformista q fez aula de canto em Paris, mas nascido em Caicó: "Mon cher, é o "Ó" sem borogodó. N'est pa?".

Nessa vida já vi quase tdo. Adolescente vi a Rose de Primo lançar moda de tanga. No sertão caboclo dançar de banda, dizendo ser a nova onda. Presenciei o surgimento do sexo grupal em lual feito na paz do amor. Assisti ao delírio da praça eletrizada pela guitarra de Dodô. Lembro q enrolava o sleeping bag, enquanto todos cantavam q quem sabia não esperava acontecer. Acontece q qdo Harrison voltou da Índia todos começaram a repetir o namastê.

Até donzela q se dizia emancipada dava com os burros n’água em plena lua de mel. Mas, não adiantava mais nada, pois o q era doce escafedeu-se no beleléu. Depois da nova república, qdo tdo parecia enfim tomar o rumo do céu, vi cafajeste tirando onda, subindo a rampa com pinta de menestrel. Vi cada tipo escrotro fingir ser religioso, mas a reza q lhe servia só se fazia no bordel.

Para não perder o rumo dessa toada, vi gente de cara pintada fazendo cena e levantado bandeira. Vi bandido vestido de Armani ditando ritos e o bicho na gafieira. Vi as maldades e as beldades q desfilavam nos carros blindados das autoridades q se diziam democratas e cristãos. Juro q me emocionou ver as pessoas batendo na lata, acreditando nas cascatas mais gigantescas q as do Iguaçu. Sem falar nas q tomavam na rima, esperando a boa conduta de quem lhes representava no parlamento. Esse é o país do esquecimento. Sua cara não é de pau, é de cimento. E ainda dizem q burro é o jumento.

Em nome da boa fé perdi a conta dos escravos de Jô faziam procissão na porta da igreja. Recitavam salmos e, com sobressaltos, davam aleluias exibindo entusiasmados o carnê da salvação. Enquanto isso, no lado de lá dos muros de arrimo, o seu salvador contava o dinheiro sorrindo, com a passagem para Miami na mão.

Mas nada, nada mesmo se compara ao absurdo de ver tantos imbecis discutirem com ares eruditos a sexualidade e estupro consentido nas televisões. E o q é pior, ver um país inteiro perder seu tempo, preocupado com uma paraibana q estava no Canadá. Assim não dá.

E não é q deu? Aliás, full deu de boca cheia. Cansei de tanta besteira. O q ninguem se preocupa e q, enquanto reparamos se a saia da viúva está mais curta, as grandes coorporações nos estados unidos preparam a sopa q os salvará da falência. Mas, quem se toca? Hoje o mundo só se preocupa em rebolar o “pega-pega” de Michel Teló. É de causar dó...

O jeito é descer a ribanceira e voltar para o Tororó. Quem sabe ainda encontre a bela morena q lá deixei...


Pia vazia... Ralo d'alma...



Qdo menina costurava com linhas a sua boneca. Com a mesma linha costumava dividir os espaços de seu quarto, demarcando os limites do q poderia ser visto. Só não sabia como fazer para esconder seu medo de transparecer tdo o q, aos olhos de todos, certamente ela não era. Maldito espelho q insistia em revelar o qto era bela.

No parapeito da janela sorria e cantava melodias, a se imaginar Rapunzel ou alguma uma Cinderela. Só não gostava de fazer cenas com príncipes cheios de dúvidas, dívidas e novelas.

Sem sapatos e nem calcinha encostava-se à parede. Mordia os lábios e molhava os dedos, despertando fantasias e agonias nos transeuntes q acreditavam possuir seu coração. Senhora de tantas ilusões, debruçava desfigurada e, com a alma escancarada, rolava displicente pelo chão. E assim, todo santo dia, em segredo, deixava aflorar seus adolescentes e diabólicos encantos. E eram tantos...

Mas, como tdo passa. O tempo passou. Mta coisa mudou. Já não havia tantos amantes disputando a sua janela. Nem os sonhos eram tão delirantes. Nas fotografias, no entanto, continuava bela. Deitada na cama coberta de lembranças, ela fechava os olhos sem entender o pq de tantas mazelas.

Já não conseguia controlar seus medos. Em segredo tentava refazer cada um de seus passos, como se quisesse prender o tempo na mesma gaveta onde guardava os encardidos laços de fita e os álbuns de retratos.

Vida maldita. Retalhos de vida. No seu íntimo continuava a se ver como uma menina. No entanto, para seu desespero, já não tinha mais como encontrar seu brinquedo favorito. Nem mesmo sabia o q fazer para conter seus prantos. E eram tantos...

Todo dia, olhando a pia vazia, ela via su’alma escorrer pelo ralo. Enquanto isso, os ratos continuavam a roer os laços de fita amarrados em seu portão...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Pimenta... Pimentinha...



Pimenta nos outros é musica
Nela era pura elegia da energia
Gaúcha de porto alegre
No palco sua alma corria leve
No toque das teclas do piano
Seu cantar equilibrista
Entre abraços e embaraços
Mergulhou nas águas de março
Da transversal do tempo
Na insensatez do falso brilhante
Bebeu cada instante num copo vazio
Híbrida flor de Elis...
Tanto q ela foi. Tanto que quis
Em mil tons ser feliz

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Rodas Rodin... Labirintos Dainad...




Enquanto o dia amanhecia, a lua me conduziu por entre as réstias e pelos restos de espermas q escorriam em suas pernas. A partir daquele ponto um mar de escuridão pareceu se iluminar no q existia oculto. Mto distante de cada um dos endereços onde normalmente ela poderia ser encontrada.

No mesmo instante olhei silencioso seu jeito vagaba de rastejar o tesão. Ao estender suas mãos em súplicas, ela expunha toda uma necessidade de alimentar seu prazer em sofrer por amor.

Céus e infernos múltiplos se tornavam uma única célula. Viva e alucinante. O núcleo invisível e inesgotável do prazer a transportava de uma forma intensa, inteira e cega. Nas corredeiras dos labirintos de uma emoção sem regras, a consciência se sentia cada vez mais inteira, conforme ia se revelando um nada.

Com uma beleza única e sedutora, ela seguia ipsis litteris ao comando firme do meu pensamento. Qto mais se prostrava emergia numa irresistível escrava. Tornara-se impossível não querer possuí-la.

Para ela sentir-se à mercê tornara-se imprescindível naquela hora. Então, curvando ainda mais o corpo sobre o joelho, e tomada pela loucura, ela tocou o nariz nos dedos daqueles pés q tinha a sua frente. O gosto de servir, definitivamente, tomara conta de sua alma. A espera ansiosa do castigo misturava tortura e agonia.

No desespero não se conteve e, finalmente, se entregou ao destino. Num gesto tão arriscado qto inesperado sentiu na ponta da língua o mesmo sabor q sentia em seus delírios. Sabia q era desatino, mas, arrastando a língua, ela passeou lentamente por todo o corpo daquele homem q deseja ter como seu dono.

O q se deu daquele dia em diante, nem aos deuses ela tinha coragem de revelar. O q se conta é q todos os dias ela estava lá, curvada, a embriagar-se na fonte do seu prazer.




Montagem feita com base na obra “The Danaid”, escultura em mármore branco esculpida por Rodin / 1886 - 1902. A estátua representa a figura de Danaid, uma das filhas de Danaus, q matou os seus 50 noivos na noite de núpcias. Todos foram condenados a retirar água do lago com uma peneira por toda a eternidade.

Mar de amar... Maremotos...



Mar de uma solidão q n’algum lugar espraia
Beirando azul o horizonte nu q o olhar afaga
Mar de maremotos peitos expostos na praia
Alucinado mar a deslizar no teu corpo arraia

Mar de tanto amar em abraços q incendeiam
Lascivo a bordar rastros serpenteados na areia
Mar de instantes sonhar no quarto a lua cheia
Imensidão desse mar a pulsar latente na veia

Mar a me puxar voraz com loucos rompantes
Como se fosse eu sua puta fugaz, sua amante
Mar a explodir arrecifes e fetiches alucinantes
Despedaçando pedras, leve trôpego e errante

Mar, imprevisível amar de tantos tormentos
Ondas insanas soltas em loucos fragmentos
Mar q lambe meu umbigo com atrevimentos
Minh’alma faminta o implora por alimento



sábado, 14 de janeiro de 2012

Poéticos balões de ensaio...



Feito balões inflados contamos estórias. Esquadrinhamos tijolos nos esboços em quadrinhos. Dialogamos como loucos, soltos nos calabouços.

Sem vontade de parar nem nos damos conta o qto parecemos lontras em deleitadas ondas.

No vai e vem de um vai e volta em nossa volta somos doces restritos ao sabor dos delitos. Dito o não dito, nos resta o valor dos sem juízo a serviço do q é prescrito na escrita implícita do bel prazer.

Só para constar, para lembrar q as lontras dormem de mãos dadas para não flutuarem para longe, uma da outra, durante os sonhos...



A lontra é um mamífero da ordem carnívora. Seu habitat é no litoral ou próximo aos rios. Geralmente a lontra tem hábitos noturnos, dormindo de dia e acordando de noite para se alimentar. Os grupos sociais são formados pelas fêmeas e seus filhotes, os machos não vivem em grupos e só se juntam a uma fêmea na época de acasalamento.

Holiday in Billie...



Ao te ouvir
Dancei Holliday
Contigo na chuva
Cobri teu corpo
Fui a tua luva
Na boca uma uva
Um sax a uivar
Sons sem nexos
No sexo, na flor
Na pele úmida




“Um beijo que nunca é provado é para sempre desperdiçado.” Billie Holiday


Billie Holiday nasceu na Filadélfia, em 7 de Abril de 1915. Seu pai, Clarence Holiday, tinha quinze anos de idade e sua mãe, Sarah Fagan, apenas treze. Qdo Billie ainda era bebê, seu pai, q era guitarrista, abandonou a família e seguiu viagem com uma banda de jazz. Sua mãe, também inexperiente, frequentemente a deixava com familiares.

Menina negra e pobre, Billie passou por todos os sofrimentos possíveis. Aos dez anos foi violentada sexualmente por um vizinho e internada numa casa de correção para meninas vítimas de abuso. Aos doze trabalhava lavando o chão de prostíbulos. Aos quatorze anos, morando com sua mãe em Nova York, caiu na prostituição.

Em 1930, estando mãe e filha ameaçadas de despejo por falta de pagamento, Billie sai pelas ruas desesperada na busca de algum dinheiro. Entrando em um bar do Harlem, ofereceu-se como dançarina, mostrando-se um desastre. Penalizado, o pianista perguntou-lhe se sabia cantar. Billie cantou e saiu com um emprego fixo.

Após três anos cantando em diversas casas, atraiu a atenção do crítico John Hammond. Era o real início de sua carreira. A partir de 1940, passando por momentos de depressão, sucumbiu ao álcool às drogas. Billie Holiday morreu no dia 17 de Julho de 1959, em Nova York.

Até hoje é considerada, por mtos, a maior de todas as cantoras de jazz.





Informações sobre Billie Holiday: wikipédia

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Ventos desordeiros... Brillo de su mirar...



Toco seu corpo como um sol.
Pouco a pouco penetro seus poros.
Você permanece de olhos fechados.
Pareces sonhar solta no meu balanço.

Como não acordas misturo meu corpo
ao seu corpo com cordas.

Murmuro ventos desordeiros em teus ouvidos.
Costuro meus lábios com os filetes
que se desmancham em tuas pétalas abertas.

Caralho! Sou capaz de ouvir o sussuro
de sorrisos em tuas lágrimas.

Quando, enfim, abres os olhos,
me vejo emergir no brilho de teu olhar...




Toco su cuerpo como el sol.
Poco a poco perforo sus poros.
Permaneces de ojos cerrados.
Pareces a soñar suelta en mi columpio.

Cómo no despertas mezclo mi cuerpo
en su cuerpo con cuerdas.

Murmuro vientos alborotadores en su oídos.
Coso mis labios con los filetes
que desmoronan en sus pétalas abiertas.

¡Carajo! Llego a escuchar los sussuros
de sonrisas en las lágrimas.

Cuando, por fin, abre los ojos,
me veo emerger en el brillo de su mirar.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Pedras e perdas... Sede de nuvens...



De maneira sinuosa lançou seu olhar pela luz q se fazia entre o vácuo e o vacilo. Sem nenhum prévio estribilho e sem explicação se deixou levar numa estranha dança pelo vão das hipóteses q surgiam entre um e outro pensamento.

Naquele momento todas as janelas pareciam abrir de forma ilógica. No entanto já não lhe perturbava a insistência de tantos em enxergar a vida por vias longas e tortas. Até q tinha sua lógica. Enfim, diante de tantos absurdos, não seria de todo ruim se acontecesse do mundo descobrir q deus era fêmea.

Na verdade nada tinha tradução. Tdo se revestia de possibilidades. Por uma cega e obediente crença preferia seguir as regras nunca ditas. Às vezes se sentia maldita, pois nem sempre conseguia ser explícita. Benditas dúvidas da natureza humana q lhe mantinha o equilíbrio.

Conscientemente não tinha a intenção de despertar nada além do indevido. Talvez por isso olhasse com atenção cada individuo q se interpunha entre o seu pensamento e o infinitivo pessoal e impessoal de seu desejo.

Sentia-se bem com isso. Sabia o qto se guardava e o tanto q ainda aguardava se conhecer a cada mistério desfeito. Já não conjugava a vida com tantos receios. Esse era seu único segredo. Mesmo assim, por ironia ou precaução, pisava nas pedras q encontrava pelo caminho como se fossem nuvens.




Montagem feita com as telas “Estrela perdida” e “Estudo de rosto de mulher loira”, do pintor francês William-Adolphe Bouguereau / 1825 - 1905